domingo, 22 de janeiro de 2023

A história da Cidade Estrutural

 HISTÓRIA DA CIDADE ESTRUTURAL


De invasão a cidade



Rodrigo Abreu liderança pioneira da Estrutural, filho do Sr. Raimundo Francisco de Abreu Neto era um dos donos de motor a gerador que distribuiara para as casas das antigas quadras 04, 06, 08 e antiga Chácara 17 na Santa Luzia e de Dona Nazinha grande conselheira nos conflitos dos anos 90, ex-mãe crecheira e uma das fundadoras do Arraiá da Estrutural, o antigo Arraiá do conjunto k da quadra 4.  


A ocupação da Estrutural teve início na década de 1960, quando o governo local escolheu uma área próxima a dois córregos e uma região de mananciais para receber o lixo da nova capital.


A Cidade Estrutural é uma das centenas de favelas brasileiras que teve como cerne de sua formação dois fatores que desestruturam a nossa sociedade: a péssima distribuição de renda e a falta de políticas públicas eficazes que gerem emprego nas regiões menos favorecidas do Brasil. Foi ocupada inicialmente por imigrantes que buscavam no lixo uma fonte de renda, os quais se estabeleceram no chamado “Lixão”, com moradias precárias. Os primeiros moradores fixaram-se ali há trinta anos. Foi dividida em duas áreas; Vila Velha e Vila Nova, que se distinguem devido às diferenças de perfil sócio-econômico. Na Vila Velha, localizada próximo ao aterro sanitário, a população é mais pobre formada principalmente pelos catadores de lixo, os primeiros a ocuparem a área. E a Vila Nova, às margens da DF-095, com mais casas de alvenaria e um comércio que tem de tudo um pouco.


ADMINISTRAÇÃO


Em 1989 foi criado o Setor Complementar de Indústria e Abastecimento – SCIA, ao lado da Via Estrutural, época em que se previa a remoção da invasão para outro local. Várias tentativas foram realizadas neste sentido. Em janeiro de 2004 o SCIA foi transformado na Região Administrativa XXV - Lei nº 3.315, tendo a Estrutural como sua sede urbana, contando, também, com a Cidade do Automóvel, onde está localizada a sede da Administração Regional.


SURGIMENTO DOS MORADORES E HISTÓRIA DE CONFLITOS



1990

270 famílias de catadores de lixo viviam na favela junto ao aterro sanitário, entre o Parque Nacional de Brasília e a Via Estrutural


1991

O deputado distrital José Edmar (PMDB) apresenta projeto de lei criando a Cidade da Estrutural. No final de 1993, são 723 famílias de favelados


1994

Após a eleição de Cristovam Buarque, com a vinda dos retirantes nordestinos e do Norte do país o número de barracos subiu para 1.500


Esse ano foi início do crescimento demográfico entenda por quê?


Era período de pré-campanha e campanha. E como não poderia ser diferente, tempo de promessas. Antes das eleições de outubro, o então candidato divulgou um vídeo em que apoiava a manutenção da cidade. E mais:  dizia que seu partido, o PT, iria ajudar a implementá-la, já que ela fazia “parte do Distrito Federal”.


Cristovam disse, à época: “Todo mundo tem o direito de ter a sua casa própria. E o PT sabe o que é isso. Nós vamos levar ajuda a vocês para seguir que cada um de vocês tenha sua casa própria. A primeira ajuda quer dizer que esse terreno é seu. E se esse terreno é seu, na mesma hora você poderá começar a fazer a sua casa porque sabe que ninguém vai expulsar você, ninguém vai demolir… E a Vila Estrutural faz parte do Distrito Federal”.


Da promessa à traição, segundo palavras dos moradores. Assim que assumiu o Executivo, Cristovam Buarque apagou do seu histórico de conversa, todas as promessas feitas à população da Estrutural. O descumprimento é atribuído à pressão do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF). Uma área ao lado da invasão – hoje é o Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA) – era pretendida pela entidade.


A partir do momento em que subiu a rampa do Palácio do Buriti, Cristovam iniciou a remoção da Estrutural. De início, para tentar um diálogo mais próximo do que havia prometido aos moradores, o então governador fez algumas exigências, como o tempo de Brasília, para que ficassem. Queria dez anos. Repensou e pediu cinco. No entanto, com este último período, 95% da população teve o direito de permanecer. O chefe do Executivo não aceitou.E insistiu, então, na ideia de remover as famílias. Foi quando começou a guerra. Literalmente.


Na Câmara Legislativa, a criação da cidade Estrutural não era bem vista por todos. O ex-governador Rodrigo Rollemberg que era deputado distrital da base de Cristovam e contra a permanência da Estrutural. Segundo o socialista, a cidade comprometia o Parque Nacional.


Durante a gestão de Cristovam, a Estrutural viveu dias difíceis. Boa parte dos barracos à época era feito de lona. Muitos erguiam seus casebres pela manhã e no final da tarde desmontavam porque o governo fazia operações de remoção. Não importava se lá havia criança ou não.


Helicópteros faziam varreduras por várias noites. Uma das formas encontradas por Cristovam era suprimir a população dentro da própria cidade. Nos limites da região, a PM desenrolou quilômetros de arame farpado para impedir a saída das pessoas. Outra alternativa de enfraquecer os moradores era promover a fome. Para isso, os policiais bloqueavam o único acesso que tinha na Estrutural para caminhões que abasteciam mercadinhos locais.


1996

Apesar das remoções, a invasão somava 3.380 barracos ao final do ano — cerca de 14 mil habitantes


1997

O Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) do DF destinou a área para a instalação de indústrias não poluentes


Em julho, 700 novos invasores chegam de uma vez na Estrutural. No dia 9 de julho, policiais entram na invasão para derrubar os novos barracos. O confronto acabou com seis feridos e ainda aqueles que não registraram que foram agredidos e não registraram as ocorrências.


Ainda em julho, começam as grandes repressões, com reação dos invasores. Pelo menos 15 pessoas ficam feridas. Em um único dia, a Novacap derruba mais de 1.000 barracos


Em outubro, começou a mobilização dos líderes comunitário para garantir o comércio na invasão, por coincidência surgiu as famosas Avenida Luiz Estevam, Avenida José Edmar que até hoje os moradores batizam pelo mesmo nome apesar que hoje mudança nas nomenclaturas das Avenidas.


1998

No dia 08 de agosto, já na campanha eleitoral, um soldado morre com um tiro na cabeça durante operação de desarmamento. No dia seguinte, PMs invadem casas e suspeitos de terem participado do assassinato do policial são mortos.


Foi nesta operação que entraram na casa de Roberto José dos Reis Filho, conhecido na cidade pelo apelido de Azulão. Mataram seu filho Milton Sá e sua esposa Regina Célia do Nascimento. Ele com um tiro e ela a pauladas. No Azulão, foram três disparos na cabeça. Acontece que Azulão sobreviveu. Os policiais militares não contavam com isso. O crime foi investigado pela 3ª DP comandada por Durval Barbosa. Era período de pré-campanha e campanha. E como não poderia ser diferente, tempo de promessas. Antes das eleições de outubro, o então candidato divulgou um vídeo em que apoiava a manutenção da cidade. E mais:  dizia que seu partido, o PT, iria ajudar a implementá-la, já que ela fazia “parte do Distrito Federal”.


Cristovam disse, à época: “Todo mundo tem o direito de ter a sua casa própria. E o PT sabe o que é isso. Nós vamos levar ajuda a vocês para seguir que cada um de vocês tenha sua casa própria. A primeira ajuda quer dizer que esse terreno é seu. E se esse terreno é seu, na mesma hora você poderá começar a fazer a sua casa porque sabe que ninguém vai expulsar você, ninguém vai demolir… E a Vila Estrutural faz parte do Distrito Federal”.


Da promessa à traição, segundo palavras dos moradores. Assim que assumiu o Executivo, Cristovam Buarque apagou do seu histórico de conversa, todas as promessas feitas à população da Estrutural. O descumprimento é atribuído à pressão do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF). Uma área ao lado da invasão – hoje é o Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA) – era pretendida pela entidade.


A partir do momento em que subiu a rampa do Palácio do Buriti, Cristovam iniciou a remoção da Estrutural. De início, para tentar um diálogo mais próximo do que havia prometido aos moradores, o então governador fez algumas exigências, como o tempo de Brasília, para que ficassem. Queria dez anos. Repensou e pediu cinco. No entanto, com este último período, 95% da população teve o direito de permanecer. O chefe do Executivo não aceitou.E insistiu, então, na ideia de remover as famílias. Foi quando começou a guerra. Literalmente.


Na Câmara Legislativa, a criação da cidade Estrutural não era bem vista por todos. O ex-governador Rodrigo Rollemberg que era deputado distrital da base de Cristovam e contra a permanência da Estrutural. Segundo o socialista, a cidade comprometia o Parque Nacional.


Durante a gestão de Cristovam, a Estrutural viveu dias difíceis. Boa parte dos barracos à época era feito de lona. Muitos erguiam seus casebres pela manhã e no final da tarde desmontavam porque o governo fazia operações de remoção. Não importava se lá havia criança ou não.


Helicópteros faziam varreduras por várias noites. Uma das formas encontradas por Cristovam era suprimir a população dentro da própria cidade. Nos limites da região, a PM desenrolou quilômetros de arame farpado para impedir a saída das pessoas. Outra alternativa de enfraquecer os moradores era promover a fome. Para isso, os policiais bloqueavam o único acesso que tinha na Estrutural para caminhões que abasteciam mercadinhos locais.


1996

Apesar das remoções, a invasão somava 3.380 barracos ao final do ano — cerca de 14 mil habitantes


1997

O Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) do DF destinou a área para a instalação de indústrias não poluentes


Em julho, 700 novos invasores chegam de uma vez na Estrutural. No dia 9 de julho, policiais entram na invasão para derrubar os novos barracos. O confronto acabou com seis feridos e ainda aqueles que não registraram que foram agredidos e não registraram as ocorrências.


Ainda em julho, começam as grandes repressões, com reação dos invasores. Pelo menos 15 pessoas ficam feridas. Em um único dia, a Novacap derruba mais de 1.000 barracos


Em outubro, começou a mobilização dos líderes comunitário para garantir o comércio na invasão, por coincidência surgiu as famosas Avenida Luiz Estevam, Avenida José Edmar que até hoje os moradores batizam pelo mesmo nome apesar que hoje mudança nas nomeclaturas das Avenidas.


1998

No dia 08 de agosto, já na campanha eleitoral, um soldado morre com um tiro na cabeça durante operação de desarmamento. No dia seguinte, PMs invadem casas e suspeitos de terem participado do assassinato do policial são mortos.


Foi nesta operação que entraram na casa de Roberto José dos Reis Filho, conhecido na cidade pelo apelido de Azulão. Mataram seu filho Milton Sá e sua esposa Regina Célia do Nascimento. Ele com um tiro e ela a pauladas. No Azulão, foram três disparos na cabeça. Acontece que Azulão sobreviveu. Os policiais militares não contavam com isso. O crime foi investigado pela 3ª DP comandada por Durval Barbosa que delatou o escândalo da Caixa de Pandora no governo Arruda.


1999


Com a volta do governo de Joaquim Roriz, em 1999, a ideia de regularizar a invasão foi retomada e, com o passar dos anos, a invasão se consolidou como cidade. Ano que foi colocado os primeiros ônibus para as crianças estudarem no Guará e Cruzeiro, caminhão pipas e de maior expansão com a vinda dos moradores Nordestinos e do Norte do Brasil. Neste época a energia era de motor a gerador distribuida para os moradores da antiga Vila Velha e Vila Nova.


De 2000 a 2003

Foram muitos fechamentos de pistas na BR 095 para pressionar o GDF, Ministério Público do DF e Câmara Legislativa para instalar água potável encanada, luz e registrar a criação da Estrutural. Após pressão dos líderes comunitário e moradores nesse período ainda no governo Roriz foi feito uma escola de madeirite, instalação de água potável e energia nas casas, acabando o monopólio dos donos de motores a gerador. A criação tornou-se a 25ª Região Administrativa por meio da Lei n.º 3.315, de 27 de janeiro de 2004.


Em 2005

Roriz e chegou a prometer melhorias para a cidade se a Maria de Lurdes Abadia fosse eleita. Devido a várias manifestações e disputa interna de lideranças organizada o PMDB local começa perder aliados e para muitos essa promessa era desespero e pretensão de continuar com a Estrutural no curral eleitoral de sempre.


2006

Dividiu-se a opinião pública entre as lideranças comunitária e moradores, pois o PMDB começou a perder aliados e seu curral eleitoral na cidade. Em 2006 lança-se pré-candidato ao governo do Distrito Federal pelo PFL. Neste período trava duas duras batalhas: uma com a base política do ex-governador Joaquim Roriz, que pretendia lançar como candidata ao cargo a então governadora Maria de Lourdes Abadia, que havia assumido após a renuncia de Roriz para se candidatar ao Senado; e outra com o então senador Paulo Octávio, para decidir qual nome seria indicado pelo PFL em uma eventual disputa. Através de uma manobra política articulada pelo então presidente do PFL, Jorge Bornhausen, o partido decide romper com a base do ex-governador Joaquim Roriz e lançar uma chapa independente, em que Arruda foi o candidato ao governo e Paulo Octávio a vice. A chapa do PFL foi eleita. O Arruda assumiu o Palácio do Buriti e depois de muitas promessas de vários governos, foi determinado que se regularizasse e levasse infraestrutura para a cidade. No governo Arruda, ouve bastante transformações na infraestrutura, saneamento básico, drenagem de águas pluviais, pavimentação, calçadas, meios-fios, melhorias no sistema viário, implementação de equipamentos públicos, como escolas, centro de saúde, posto policial, restaurante comunitário, centros de referência em assistência social e centro comunitário, além da construção de casas para as famílias que seriam reassentadas.


2010


O Agnelo Queizoz foi eleito e assinou o Decreto nº 33.781, que legaliza definitivamente a Cidade Estrutural, foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) e seguiu agora para pedido de registros em cartório. Com a medida, o GDF regularizou definitivamente a cidade.


2014

Rollemberg foi eleito. O antigo Lixão da Estrutural encerrou as atividades em 20 de janeiro de 2018, após uma determinação do Tribunal de Justiça do DF. Atualmente, o local recebe apenas material seco – rejeitos da construção civil.


Agora ao invés de lixão deve ser chamado de aterro controlado, o aterro possuí cerca de 55 metros de Altura, cerca de 17 metros maior que o Cristo Redentor (somando também o pedestal do Monumento) e ocupa uma região equivalente a 200 Hectares, o Aterro controlado da estrutural se encontra a uma Distância de 297 metros da área habitada da Cidade, mas há uma Escola de ensino fundamental que se situa na entrada do aterro sanitário em uma área que fazia parte do antigo lixão, mas que foi aterrada, além de um setor habitacional construído pelo GDF ‘as casinhas’.


A estrutura Urbana do Setor Complementar de Indústria e Abastecimento conta com quatro Escolas publicas de ensino fundamental e uma possuindo ensino médio no turno Noturno, dois postos de Saúde pública sendo um deles um centro de saúde, uma Delegacia de Polícia (8ª DP; Civil), uma Biblioteca comunitária, uma praça central com dois Pontos de Encontro Comunitário (PEC). A região foi contemplada nos últimos meses com melhorias na Infraestrutura urbana – foi inaugurada a Agência do trabalhador ; foi reorganizada a Feira livre por meio do Cadastro dos Feirante; foram realizados os projetos; Saúde na Praça e oficinas de capacitação e fabricação de Hortas (agricultura) comunitárias e lixeiras ecológicas. Além disso, há diversas obras de Pavimentação e uma importante conquista na área de Saneamento básico em regiões que antes não possuíam acesso a estes serviços básicos, atualmente a Cidade em grande parte possuí acesso a Saneamento básico, pavimentação e uma Infraestrutura básica, porém ainda há setores que se encarecem de Infraestrutura básica e saneamento como o caso do setor Do setor Santa Luzia que é um setor da cidade Estrutural, um pouco mais novo que a cidade e é caracterizado pela falta de infraestrutura, saneamento básico e regularização e em geral também a cidade se encarece de Parques e lazer, possuindo um "parque", mas em condições precárias ao uso.


Em relação a educação há um defícit em escolas de ensino médio e em faculdades e universidades e por isso grande parte da comunidade de estudantes tem que ir a outras cidades próximas em busca de formação e qualificação profissional.HISTÓRIA DA CIDADE ESTRUTURAL



A ocupação da Estrutural teve início na década de 1960, quando o governo local escolheu uma área próxima a dois córregos e uma região de mananciais para receber o lixo da nova capital.


A Cidade Estrutural é uma das centenas de favelas brasileiras que teve como cerne de sua formação dois fatores que desestruturam a nossa sociedade: a péssima distribuição de renda e a falta de políticas públicas eficazes que gerem emprego nas regiões menos favorecidas do Brasil. Foi ocupada inicialmente por imigrantes que buscavam no lixo uma fonte de renda, os quais se estabeleceram no chamado “Lixão”, com moradias precárias. Os primeiros moradores fixaram-se ali há trinta anos. Foi dividida em duas áreas; Vila Velha e Vila Nova, que se distinguem devido às diferenças de perfil sócio-econômico. Na Vila Velha, localizada próximo ao aterro sanitário, a população é mais pobre formada principalmente pelos catadores de lixo, os primeiros a ocuparem a área. E a Vila Nova, às margens da DF-095, com mais casas de alvenaria e um comércio que tem de tudo um pouco.


ADMINISTRAÇÃO


Em 1989 foi criado o Setor Complementar de Indústria e Abastecimento – SCIA, ao lado da Via Estrutural, época em que se previa a remoção da invasão para outro local. Várias tentativas foram realizadas neste sentido. Em janeiro de 2004 o SCIA foi transformado na Região Administrativa XXV - Lei nº 3.315, tendo a Estrutural como sua sede urbana, contando, também, com a Cidade do Automóvel, onde está localizada a sede da Administração Regional.


SURGIMENTO DOS MORADORES E HISTÓRIA DE CONFLITOS



1990

270 famílias de catadores de lixo viviam na favela junto ao aterro sanitário, entre o Parque Nacional de Brasília e a Via Estrutural


1991

O deputado distrital José Edmar (PMDB) apresenta projeto de lei criando a Cidade da Estrutural. No final de 1993, são 723 famílias de favelados


1994

Após a eleição de Cristovam Buarque, com a vinda dos retirantes nordestinos e do Norte do país o número de barracos subiu para 1.500


Esse ano foi início do crescimento demográfico entenda por quê?


Era período de pré-campanha e campanha. E como não poderia ser diferente, tempo de promessas. Antes das eleições de outubro, o então candidato divulgou um vídeo em que apoiava a manutenção da cidade. E mais:  dizia que seu partido, o PT, iria ajudar a implementá-la, já que ela fazia “parte do Distrito Federal”.


Cristovam disse, à época: “Todo mundo tem o direito de ter a sua casa própria. E o PT sabe o que é isso. Nós vamos levar ajuda a vocês para seguir que cada um de vocês tenha sua casa própria. A primeira ajuda quer dizer que esse terreno é seu. E se esse terreno é seu, na mesma hora você poderá começar a fazer a sua casa porque sabe que ninguém vai expulsar você, ninguém vai demolir… E a Vila Estrutural faz parte do Distrito Federal”.


Da promessa à traição, segundo palavras dos moradores. Assim que assumiu o Executivo, Cristovam Buarque apagou do seu histórico de conversa, todas as promessas feitas à população da Estrutural. O descumprimento é atribuído à pressão do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF). Uma área ao lado da invasão – hoje é o Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA) – era pretendida pela entidade.


A partir do momento em que subiu a rampa do Palácio do Buriti, Cristovam iniciou a remoção da Estrutural. De início, para tentar um diálogo mais próximo do que havia prometido aos moradores, o então governador fez algumas exigências, como o tempo de Brasília, para que ficassem. Queria dez anos. Repensou e pediu cinco. No entanto, com este último período, 95% da população teve o direito de permanecer. O chefe do Executivo não aceitou.E insistiu, então, na ideia de remover as famílias. Foi quando começou a guerra. Literalmente.


Na Câmara Legislativa, a criação da cidade Estrutural não era bem vista por todos. O ex-governador Rodrigo Rollemberg que era deputado distrital da base de Cristovam e contra a permanência da Estrutural. Segundo o socialista, a cidade comprometia o Parque Nacional.


Durante a gestão de Cristovam, a Estrutural viveu dias difíceis. Boa parte dos barracos à época era feito de lona. Muitos erguiam seus casebres pela manhã e no final da tarde desmontavam porque o governo fazia operações de remoção. Não importava se lá havia criança ou não.


Helicópteros faziam varreduras por várias noites. Uma das formas encontradas por Cristovam era suprimir a população dentro da própria cidade. Nos limites da região, a PM desenrolou quilômetros de arame farpado para impedir a saída das pessoas. Outra alternativa de enfraquecer os moradores era promover a fome. Para isso, os policiais bloqueavam o único acesso que tinha na Estrutural para caminhões que abasteciam mercadinhos locais.


1996

Apesar das remoções, a invasão somava 3.380 barracos ao final do ano — cerca de 14 mil habitantes


1997

O Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) do DF destinou a área para a instalação de indústrias não poluentes


Em julho, 700 novos invasores chegam de uma vez na Estrutural. No dia 9 de julho, policiais entram na invasão para derrubar os novos barracos. O confronto acabou com seis feridos e ainda aqueles que não registraram que foram agredidos e não registraram as ocorrências.


Ainda em julho, começam as grandes repressões, com reação dos invasores. Pelo menos 15 pessoas ficam feridas. Em um único dia, a Novacap derruba mais de 1.000 barracos


Em outubro, começou a mobilização dos líderes comunitário para garantir o comércio na invasão, por coincidência surgiu as famosas Avenida Luiz Estevam, Avenida José Edmar que até hoje os moradores batizam pelo mesmo nome apesar que hoje mudança nas nomenclaturas das Avenidas.


1998

No dia 08 de agosto, já na campanha eleitoral, um soldado morre com um tiro na cabeça durante operação de desarmamento. No dia seguinte, PMs invadem casas e suspeitos de terem participado do assassinato do policial são mortos.


Foi nesta operação que entraram na casa de Roberto José dos Reis Filho, conhecido na cidade pelo apelido de Azulão. Mataram seu filho Milton Sá e sua esposa Regina Célia do Nascimento. Ele com um tiro e ela a pauladas. No Azulão, foram três disparos na cabeça. Acontece que Azulão sobreviveu. Os policiais militares não contavam com isso. O crime foi investigado pela 3ª DP comandada por Durval Barbosa. Era período de pré-campanha e campanha. E como não poderia ser diferente, tempo de promessas. Antes das eleições de outubro, o então candidato divulgou um vídeo em que apoiava a manutenção da cidade. E mais:  dizia que seu partido, o PT, iria ajudar a implementá-la, já que ela fazia “parte do Distrito Federal”.


Cristovam disse, à época: “Todo mundo tem o direito de ter a sua casa própria. E o PT sabe o que é isso. Nós vamos levar ajuda a vocês para seguir que cada um de vocês tenha sua casa própria. A primeira ajuda quer dizer que esse terreno é seu. E se esse terreno é seu, na mesma hora você poderá começar a fazer a sua casa porque sabe que ninguém vai expulsar você, ninguém vai demolir… E a Vila Estrutural faz parte do Distrito Federal”.


Da promessa à traição, segundo palavras dos moradores. Assim que assumiu o Executivo, Cristovam Buarque apagou do seu histórico de conversa, todas as promessas feitas à população da Estrutural. O descumprimento é atribuído à pressão do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF). Uma área ao lado da invasão – hoje é o Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA) – era pretendida pela entidade.


A partir do momento em que subiu a rampa do Palácio do Buriti, Cristovam iniciou a remoção da Estrutural. De início, para tentar um diálogo mais próximo do que havia prometido aos moradores, o então governador fez algumas exigências, como o tempo de Brasília, para que ficassem. Queria dez anos. Repensou e pediu cinco. No entanto, com este último período, 95% da população teve o direito de permanecer. O chefe do Executivo não aceitou.E insistiu, então, na ideia de remover as famílias. Foi quando começou a guerra. Literalmente.


Na Câmara Legislativa, a criação da cidade Estrutural não era bem vista por todos. O ex-governador Rodrigo Rollemberg que era deputado distrital da base de Cristovam e contra a permanência da Estrutural. Segundo o socialista, a cidade comprometia o Parque Nacional.


Durante a gestão de Cristovam, a Estrutural viveu dias difíceis. Boa parte dos barracos à época era feito de lona. Muitos erguiam seus casebres pela manhã e no final da tarde desmontavam porque o governo fazia operações de remoção. Não importava se lá havia criança ou não.


Helicópteros faziam varreduras por várias noites. Uma das formas encontradas por Cristovam era suprimir a população dentro da própria cidade. Nos limites da região, a PM desenrolou quilômetros de arame farpado para impedir a saída das pessoas. Outra alternativa de enfraquecer os moradores era promover a fome. Para isso, os policiais bloqueavam o único acesso que tinha na Estrutural para caminhões que abasteciam mercadinhos locais.


1996

Apesar das remoções, a invasão somava 3.380 barracos ao final do ano — cerca de 14 mil habitantes


1997

O Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) do DF destinou a área para a instalação de indústrias não poluentes


Em julho, 700 novos invasores chegam de uma vez na Estrutural. No dia 9 de julho, policiais entram na invasão para derrubar os novos barracos. O confronto acabou com seis feridos e ainda aqueles que não registraram que foram agredidos e não registraram as ocorrências.


Ainda em julho, começam as grandes repressões, com reação dos invasores. Pelo menos 15 pessoas ficam feridas. Em um único dia, a Novacap derruba mais de 1.000 barracos


Em outubro, começou a mobilização dos líderes comunitário para garantir o comércio na invasão, por coincidência surgiu as famosas Avenida Luiz Estevam, Avenida José Edmar que até hoje os moradores batizam pelo mesmo nome apesar que hoje mudança nas nomeclaturas das Avenidas.


1998

No dia 08 de agosto, já na campanha eleitoral, um soldado morre com um tiro na cabeça durante operação de desarmamento. No dia seguinte, PMs invadem casas e suspeitos de terem participado do assassinato do policial são mortos.


Foi nesta operação que entraram na casa de Roberto José dos Reis Filho, conhecido na cidade pelo apelido de Azulão. Mataram seu filho Milton Sá e sua esposa Regina Célia do Nascimento. Ele com um tiro e ela a pauladas. No Azulão, foram três disparos na cabeça. Acontece que Azulão sobreviveu. Os policiais militares não contavam com isso. O crime foi investigado pela 3ª DP comandada por Durval Barbosa que delatou o escândalo da Caixa de Pandora no governo Arruda.


1999


Com a volta do governo de Joaquim Roriz, em 1999, a ideia de regularizar a invasão foi retomada e, com o passar dos anos, a invasão se consolidou como cidade. Ano que foi colocado os primeiros ônibus para as crianças estudarem no Guará e Cruzeiro, caminhão pipas e de maior expansão com a vinda dos moradores Nordestinos e do Norte do Brasil. Neste época a energia era de motor a gerador distribuida para os moradores da antiga Vila Velha e Vila Nova.


De 2000 a 2003

Foram muitos fechamentos de pistas na BR 095 para pressionar o GDF, Ministério Público do DF e Câmara Legislativa para instalar água potável encanada, luz e registrar a criação da Estrutural. Após pressão dos líderes comunitário e moradores nesse período ainda no governo Roriz foi feito uma escola de madeirite, instalação de água potável e energia nas casas, acabando o monopólio dos donos de motores a gerador. A criação tornou-se a 25ª Região Administrativa por meio da Lei n.º 3.315, de 27 de janeiro de 2004.


Em 2005

Roriz e chegou a prometer melhorias para a cidade se a Maria de Lurdes Abadia fosse eleita. Devido a várias manifestações e disputa interna de lideranças organizada o PMDB local começa perder aliados e para muitos essa promessa era desespero e pretensão de continuar com a Estrutural no curral eleitoral de sempre.


2006

Dividiu-se a opinião pública entre as lideranças comunitária e moradores, pois o PMDB começou a perder aliados e seu curral eleitoral na cidade. Em 2006 lança-se pré-candidato ao governo do Distrito Federal pelo PFL. Neste período trava duas duras batalhas: uma com a base política do ex-governador Joaquim Roriz, que pretendia lançar como candidata ao cargo a então governadora Maria de Lourdes Abadia, que havia assumido após a renuncia de Roriz para se candidatar ao Senado; e outra com o então senador Paulo Octávio, para decidir qual nome seria indicado pelo PFL em uma eventual disputa. Através de uma manobra política articulada pelo então presidente do PFL, Jorge Bornhausen, o partido decide romper com a base do ex-governador Joaquim Roriz e lançar uma chapa independente, em que Arruda foi o candidato ao governo e Paulo Octávio a vice. A chapa do PFL foi eleita. O Arruda assumiu o Palácio do Buriti e depois de muitas promessas de vários governos, foi determinado que se regularizasse e levasse infraestrutura para a cidade. No governo Arruda, ouve bastante transformações na infraestrutura, saneamento básico, drenagem de águas pluviais, pavimentação, calçadas, meios-fios, melhorias no sistema viário, implementação de equipamentos públicos, como escolas, centro de saúde, posto policial, restaurante comunitário, centros de referência em assistência social e centro comunitário, além da construção de casas para as famílias que seriam reassentadas.


2010


O Agnelo Queizoz foi eleito e assinou o Decreto nº 33.781, que legaliza definitivamente a Cidade Estrutural, foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) e seguiu agora para pedido de registros em cartório. Com a medida, o GDF regularizou definitivamente a cidade.


2014

Rollemberg foi eleito. O antigo Lixão da Estrutural encerrou as atividades em 20 de janeiro de 2018, após uma determinação do Tribunal de Justiça do DF. Atualmente, o local recebe apenas material seco – rejeitos da construção civil.


Agora ao invés de lixão deve ser chamado de aterro controlado, o aterro possuí cerca de 55 metros de Altura, cerca de 17 metros maior que o Cristo Redentor (somando também o pedestal do Monumento) e ocupa uma região equivalente a 200 Hectares, o Aterro controlado da estrutural se encontra a uma Distância de 297 metros da área habitada da Cidade, mas há uma Escola de ensino fundamental que se situa na entrada do aterro sanitário em uma área que fazia parte do antigo lixão, mas que foi aterrada, além de um setor habitacional construído pelo GDF ‘as casinhas’.


A estrutura Urbana do Setor Complementar de Indústria e Abastecimento conta com quatro Escolas publicas de ensino fundamental e uma possuindo ensino médio no turno Noturno, dois postos de Saúde pública sendo um deles um centro de saúde, uma Delegacia de Polícia (8ª DP; Civil), uma Biblioteca comunitária, uma praça central com dois Pontos de Encontro Comunitário (PEC). A região foi contemplada nos últimos meses com melhorias na Infraestrutura urbana – foi inaugurada a Agência do trabalhador ; foi reorganizada a Feira livre por meio do Cadastro dos Feirante; foram realizados os projetos; Saúde na Praça e oficinas de capacitação e fabricação de Hortas (agricultura) comunitárias e lixeiras ecológicas. Além disso, há diversas obras de Pavimentação e uma importante conquista na área de Saneamento básico em regiões que antes não possuíam acesso a estes serviços básicos, atualmente a Cidade em grande parte possuí acesso a Saneamento básico, pavimentação e uma Infraestrutura básica, porém ainda há setores que se encarecem de Infraestrutura básica e saneamento como o caso do setor Do setor Santa Luzia que é um setor da cidade Estrutural, um pouco mais novo que a cidade e é caracterizado pela falta de infraestrutura, saneamento básico e regularização e em geral também a cidade se encarece de Parques e lazer, possuindo um "parque", mas em condições precárias ao uso.


Rodrigo Abreu foi presidente da comissão eleitoral da organização das prefeituras comunitária setoriais da Estrutural, defensor da justiça social e do desenvolvimento econômico, ex-prefeito comunitário eleito com 72% das urnas apuradas, ex-delegado do orçamento participativo, ex-tesoureiro do Conselho das Entidades, ex-membro da Associação Comercial do SCIA, atualmente é vice-presidente da zonal 09 do PSDB, representante setorial do senador Izalci Lucas. O Rodrigo Abreu é oriundo do DNA e treta neto de Hilário Alves Moreira, um dos fundadores de Uruçuí-PI e que lutou contra as tropas portuguesa na Batalha de Jenipapo no Estado do Piauí, uma das mais sangrentas guerras de independência do Brasil.


"Orgulho de representar a voz da minha comunidade e acredito na força do povo e dia 27 de janeiro é seu aniversário de 19 anos de idade. Parabéns, comunidade!", diz o Rodrigo Abreu Bsb, ou melhor, Rodrigo da Estrutural.

Em relação a educação há um defícit em escolas de ensino médio e em faculdades e universidades e por isso grande parte da comunidade de estudantes tem que ir a outras cidades próximas em busca de formação e qualificação profissional.


Referências: http://politicaeacomunidade.blogspot.com/2023/01/historia-da-cidade-estrutural.html


https://youtu.be/SSkaqM9BOrA


https://youtu.be/BkVNw-VQ7t8


https://www.wikiparques.org/wiki/ARIE_da_Vila_Estrutural


https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2010/02/07/interna_cidadesdf,171887/apos-decadas-de-disputas-moradores-da-estrutural-comemoram-a-regulamentacao-de-lotes-na-cidade.shtml


https://www.notibras.com/site/estrutural-20-anos-depois-poe-cristovam-e-pm-no-banco-dos-reus/


https://jornaldebrasilia.com.br/brasilia/policiais-vao-a-juri-apos-17-anos-do-massacre-na-estrutural/


https://www.brasildefatodf.com.br/2022/09/29/df-entidades-lancam-abaixo-assinado-contra-remocao-de-moradores-de-santa-luzia


https://agenciadenoticias.uniceub.br/destaque/cidade-estrutural-a-vida-depois-do-lixao/


http://www.movimentonossabrasilia.org.br/umacidadeemcronicas/


http://aterrosanitarioouroverde.com.br/2019/02/24/lixao-da-estrutural-uma-macula-na-historia-do-df/


https://g1.globo.com/df/distrito-federal/df1/video/area-de-invasao-e-atingida-por-incendio-no-bairro-santa-luzia-na-estrutural-4443565.ghtml


https://youtu.be/_Z6levLZYK0

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

HISTÓRIA DA CIDADE ESTRUTURAL


A ocupação da Estrutural teve início na década de 1960, quando o governo local escolheu uma área próxima a dois córregos e uma região de mananciais para receber o lixo da nova capital.

A Cidade Estrutural é uma das centenas de favelas brasileiras que teve como cerne de sua formação dois fatores que desestruturam a nossa sociedade: a péssima distribuição de renda e a falta de políticas públicas eficazes que gerem emprego nas regiões menos favorecidas do Brasil. Foi ocupada inicialmente por imigrantes que buscavam no lixo uma fonte de renda, os quais se estabeleceram no chamado “Lixão”, com moradias precárias. Os primeiros moradores fixaram-se ali há trinta anos. Foi dividida em duas áreas; Vila Velha e Vila Nova, que se distinguem devido às diferenças de perfil sócio-econômico. Na Vila Velha, localizada próximo ao aterro sanitário, a população é mais pobre formada principalmente pelos catadores de lixo, os primeiros a ocuparem a área. E a Vila Nova, às margens da DF-095, com mais casas de alvenaria e um comércio que tem de tudo um pouco.


ADMINISTRAÇÃO


Em 1989 foi criado o Setor Complementar de Indústria e Abastecimento – SCIA, ao lado da Via Estrutural, época em que se previa a remoção da invasão para outro local. Várias tentativas foram realizadas neste sentido. Em janeiro de 2004 o SCIA foi transformado na Região Administrativa XXV - Lei nº 3.315, tendo a Estrutural como sua sede urbana, contando, também, com a Cidade do Automóvel, onde está localizada a sede da Administração Regional.


SURGIMENTO DOS MORADORES E HISTÓRIA DE CONFLITOS



1990

270 famílias de catadores de lixo viviam na favela junto ao aterro sanitário, entre o Parque Nacional de Brasília e a Via Estrutural


1991

O deputado distrital José Edmar (PMDB) apresenta projeto de lei criando a Cidade da Estrutural. No final de 1993, são 723 famílias de favelados


1994

Após a eleição de Cristovam Buarque, com a vinda dos retirantes nordestinos e do Norte do país o número de barracos subiu para 1.500


Esse ano foi início do crescimento demográfico entenda por quê?


Era período de pré-campanha e campanha. E como não poderia ser diferente, tempo de promessas. Antes das eleições de outubro, o então candidato divulgou um vídeo em que apoiava a manutenção da cidade. E mais:  dizia que seu partido, o PT, iria ajudar a implementá-la, já que ela fazia “parte do Distrito Federal”.


Cristovam disse, à época: “Todo mundo tem o direito de ter a sua casa própria. E o PT sabe o que é isso. Nós vamos levar ajuda a vocês para seguir que cada um de vocês tenha sua casa própria. A primeira ajuda quer dizer que esse terreno é seu. E se esse terreno é seu, na mesma hora você poderá começar a fazer a sua casa porque sabe que ninguém vai expulsar você, ninguém vai demolir… E a Vila Estrutural faz parte do Distrito Federal”.


Da promessa à traição, segundo palavras dos moradores. Assim que assumiu o Executivo, Cristovam Buarque apagou do seu histórico de conversa, todas as promessas feitas à população da Estrutural. O descumprimento é atribuído à pressão do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF). Uma área ao lado da invasão – hoje é o Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA) – era pretendida pela entidade.


A partir do momento em que subiu a rampa do Palácio do Buriti, Cristovam iniciou a remoção da Estrutural. De início, para tentar um diálogo mais próximo do que havia prometido aos moradores, o então governador fez algumas exigências, como o tempo de Brasília, para que ficassem. Queria dez anos. Repensou e pediu cinco. No entanto, com este último período, 95% da população teve o direito de permanecer. O chefe do Executivo não aceitou.E insistiu, então, na ideia de remover as famílias. Foi quando começou a guerra. Literalmente.


Na Câmara Legislativa, a criação da cidade Estrutural não era bem vista por todos. O ex-governador Rodrigo Rollemberg que era deputado distrital da base de Cristovam e contra a permanência da Estrutural. Segundo o socialista, a cidade comprometia o Parque Nacional.


Durante a gestão de Cristovam, a Estrutural viveu dias difíceis. Boa parte dos barracos à época era feito de lona. Muitos erguiam seus casebres pela manhã e no final da tarde desmontavam porque o governo fazia operações de remoção. Não importava se lá havia criança ou não.


Helicópteros faziam varreduras por várias noites. Uma das formas encontradas por Cristovam era suprimir a população dentro da própria cidade. Nos limites da região, a PM desenrolou quilômetros de arame farpado para impedir a saída das pessoas. Outra alternativa de enfraquecer os moradores era promover a fome. Para isso, os policiais bloqueavam o único acesso que tinha na Estrutural para caminhões que abasteciam mercadinhos locais.


1996

Apesar das remoções, a invasão somava 3.380 barracos ao final do ano — cerca de 14 mil habitantes


1997

O Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) do DF destinou a área para a instalação de indústrias não poluentes


Em julho, 700 novos invasores chegam de uma vez na Estrutural. No dia 9 de julho, policiais entram na invasão para derrubar os novos barracos. O confronto acabou com seis feridos e ainda aqueles que não registraram que foram agredidos e não registraram as ocorrências.


Ainda em julho, começam as grandes repressões, com reação dos invasores. Pelo menos 15 pessoas ficam feridas. Em um único dia, a Novacap derruba mais de 1.000 barracos


Em outubro, começou a mobilização dos líderes comunitário para garantir o comércio na invasão, por coincidência surgiu as famosas Avenida Luiz Estevam, Avenida José Edmar que até hoje os moradores batizam pelo mesmo nome apesar que hoje mudança nas nomenclaturas das Avenidas.


1998

No dia 08 de agosto, já na campanha eleitoral, um soldado morre com um tiro na cabeça durante operação de desarmamento. No dia seguinte, PMs invadem casas e suspeitos de terem participado do assassinato do policial são mortos.


Foi nesta operação que entraram na casa de Roberto José dos Reis Filho, conhecido na cidade pelo apelido de Azulão. Mataram seu filho Milton Sá e sua esposa Regina Célia do Nascimento. Ele com um tiro e ela a pauladas. No Azulão, foram três disparos na cabeça. Acontece que Azulão sobreviveu. Os policiais militares não contavam com isso. O crime foi investigado pela 3ª DP comandada por Durval Barbosa. Era período de pré-campanha e campanha. E como não poderia ser diferente, tempo de promessas. Antes das eleições de outubro, o então candidato divulgou um vídeo em que apoiava a manutenção da cidade. E mais:  dizia que seu partido, o PT, iria ajudar a implementá-la, já que ela fazia “parte do Distrito Federal”.


Cristovam disse, à época: “Todo mundo tem o direito de ter a sua casa própria. E o PT sabe o que é isso. Nós vamos levar ajuda a vocês para seguir que cada um de vocês tenha sua casa própria. A primeira ajuda quer dizer que esse terreno é seu. E se esse terreno é seu, na mesma hora você poderá começar a fazer a sua casa porque sabe que ninguém vai expulsar você, ninguém vai demolir… E a Vila Estrutural faz parte do Distrito Federal”.


Da promessa à traição, segundo palavras dos moradores. Assim que assumiu o Executivo, Cristovam Buarque apagou do seu histórico de conversa, todas as promessas feitas à população da Estrutural. O descumprimento é atribuído à pressão do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF). Uma área ao lado da invasão – hoje é o Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA) – era pretendida pela entidade.


A partir do momento em que subiu a rampa do Palácio do Buriti, Cristovam iniciou a remoção da Estrutural. De início, para tentar um diálogo mais próximo do que havia prometido aos moradores, o então governador fez algumas exigências, como o tempo de Brasília, para que ficassem. Queria dez anos. Repensou e pediu cinco. No entanto, com este último período, 95% da população teve o direito de permanecer. O chefe do Executivo não aceitou.E insistiu, então, na ideia de remover as famílias. Foi quando começou a guerra. Literalmente.


Na Câmara Legislativa, a criação da cidade Estrutural não era bem vista por todos. O ex-governador Rodrigo Rollemberg que era deputado distrital da base de Cristovam e contra a permanência da Estrutural. Segundo o socialista, a cidade comprometia o Parque Nacional.


Durante a gestão de Cristovam, a Estrutural viveu dias difíceis. Boa parte dos barracos à época era feito de lona. Muitos erguiam seus casebres pela manhã e no final da tarde desmontavam porque o governo fazia operações de remoção. Não importava se lá havia criança ou não.


Helicópteros faziam varreduras por várias noites. Uma das formas encontradas por Cristovam era suprimir a população dentro da própria cidade. Nos limites da região, a PM desenrolou quilômetros de arame farpado para impedir a saída das pessoas. Outra alternativa de enfraquecer os moradores era promover a fome. Para isso, os policiais bloqueavam o único acesso que tinha na Estrutural para caminhões que abasteciam mercadinhos locais.


1996

Apesar das remoções, a invasão somava 3.380 barracos ao final do ano — cerca de 14 mil habitantes


1997

O Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) do DF destinou a área para a instalação de indústrias não poluentes


Em julho, 700 novos invasores chegam de uma vez na Estrutural. No dia 9 de julho, policiais entram na invasão para derrubar os novos barracos. O confronto acabou com seis feridos e ainda aqueles que não registraram que foram agredidos e não registraram as ocorrências.


Ainda em julho, começam as grandes repressões, com reação dos invasores. Pelo menos 15 pessoas ficam feridas. Em um único dia, a Novacap derruba mais de 1.000 barracos


Em outubro, começou a mobilização dos líderes comunitário para garantir o comércio na invasão, por coincidência surgiu as famosas Avenida Luiz Estevam, Avenida José Edmar que até hoje os moradores batizam pelo mesmo nome apesar que hoje mudança nas nomeclaturas das Avenidas.


1998

No dia 08 de agosto, já na campanha eleitoral, um soldado morre com um tiro na cabeça durante operação de desarmamento. No dia seguinte, PMs invadem casas e suspeitos de terem participado do assassinato do policial são mortos.


Foi nesta operação que entraram na casa de Roberto José dos Reis Filho, conhecido na cidade pelo apelido de Azulão. Mataram seu filho Milton Sá e sua esposa Regina Célia do Nascimento. Ele com um tiro e ela a pauladas. No Azulão, foram três disparos na cabeça. Acontece que Azulão sobreviveu. Os policiais militares não contavam com isso. O crime foi investigado pela 3ª DP comandada por Durval Barbosa que delatou o escândalo da Caixa de Pandora no governo Arruda.


1999


Com a volta do governo de Joaquim Roriz, em 1999, a ideia de regularizar a invasão foi retomada e, com o passar dos anos, a invasão se consolidou como cidade. Ano que foi colocado os primeiros ônibus para as crianças estudarem no Guará e Cruzeiro, caminhão pipas e de maior expansão com a vinda dos moradores Nordestinos e do Norte do Brasil. Neste época a energia era de motor a gerador distribuida para os moradores da antiga Vila Velha e Vila Nova.


De 2000 a 2003

Foram muitos fechamentos de pistas na BR 095 para pressionar o GDF, Ministério Público do DF e Câmara Legislativa para instalar água potável encanada, luz e registrar a criação da Estrutural. Após pressão dos líderes comunitário e moradores nesse período ainda no governo Roriz foi feito uma escola de madeirite, instalação de água potável e energia nas casas, acabando o monopólio dos donos de motores a gerador. A criação tornou-se a 25ª Região Administrativa por meio da Lei n.º 3.315, de 27 de janeiro de 2004.


Em 2005

Roriz e chegou a prometer melhorias para a cidade se a Maria de Lurdes Abadia fosse eleita. Devido a várias manifestações e disputa interna de lideranças organizada o PMDB local começa perder aliados e para muitos essa promessa era desespero e pretensão de continuar com a Estrutural no curral eleitoral de sempre.


2006

Dividiu-se a opinião pública entre as lideranças comunitária e moradores, pois o PMDB começou a perder aliados e seu curral eleitoral na cidade. Em 2006 lança-se pré-candidato ao governo do Distrito Federal pelo PFL. Neste período trava duas duras batalhas: uma com a base política do ex-governador Joaquim Roriz, que pretendia lançar como candidata ao cargo a então governadora Maria de Lourdes Abadia, que havia assumido após a renuncia de Roriz para se candidatar ao Senado; e outra com o então senador Paulo Octávio, para decidir qual nome seria indicado pelo PFL em uma eventual disputa. Através de uma manobra política articulada pelo então presidente do PFL, Jorge Bornhausen, o partido decide romper com a base do ex-governador Joaquim Roriz e lançar uma chapa independente, em que Arruda foi o candidato ao governo e Paulo Octávio a vice. A chapa do PFL foi eleita. O Arruda assumiu o Palácio do Buriti e depois de muitas promessas de vários governos, foi determinado que se regularizasse e levasse infraestrutura para a cidade. No governo Arruda, ouve bastante transformações na infraestrutura, saneamento básico, drenagem de águas pluviais, pavimentação, calçadas, meios-fios, melhorias no sistema viário, implementação de equipamentos públicos, como escolas, centro de saúde, posto policial, restaurante comunitário, centros de referência em assistência social e centro comunitário, além da construção de casas para as famílias que seriam reassentadas.


2010

O Agnelo Queizoz foi eleito e assinou o Decreto nº 33.781, que legaliza definitivamente a Cidade Estrutural, foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) e seguiu agora para pedido de registros em cartório. Com a medida, o GDF regularizou definitivamente a cidade.


2014

Rollemberg foi eleito. O antigo Lixão da Estrutural encerrou as atividades em 20 de janeiro de 2018, após uma determinação do Tribunal de Justiça do DF. Atualmente, o local recebe apenas material seco – rejeitos da construção civil.

Agora ao invés de lixão deve ser chamado de aterro controlado, o aterro possuí cerca de 55 metros de Altura, cerca de 17 metros maior que o Cristo Redentor (somando também o pedestal do Monumento) e ocupa uma região equivalente a 200 Hectares, o Aterro controlado da estrutural se encontra a uma Distância de 297 metros da área habitada da Cidade, mas há uma Escola de ensino fundamental que se situa na entrada do aterro sanitário em uma área que fazia parte do antigo lixão, mas que foi aterrada, além de um setor habitacional construído pelo GDF ‘as casinhas’.

A estrutura Urbana do Setor Complementar de Indústria e Abastecimento conta com quatro Escolas publicas de ensino fundamental e uma possuindo ensino médio no turno Noturno, dois postos de Saúde pública sendo um deles um centro de saúde, uma Delegacia de Polícia (8ª DP; Civil), uma Biblioteca comunitária, uma praça central com dois Pontos de Encontro Comunitário (PEC). A região foi contemplada nos últimos meses com melhorias na Infraestrutura urbana – foi inaugurada a Agência do trabalhador ; foi reorganizada a Feira livre por meio do Cadastro dos Feirante; foram realizados os projetos; Saúde na Praça e oficinas de capacitação e fabricação de Hortas (agricultura) comunitárias e lixeiras ecológicas. Além disso, há diversas obras de Pavimentação e uma importante conquista na área de Saneamento básico em regiões que antes não possuíam acesso a estes serviços básicos, atualmente a Cidade em grande parte possuí acesso a Saneamento básico, pavimentação e uma Infraestrutura básica, porém ainda há setores que se encarecem de Infraestrutura básica e saneamento como o caso do setor Do setor Santa Luzia que é um setor da cidade Estrutural, um pouco mais novo que a cidade e é caracterizado pela falta de infraestrutura, saneamento básico e regularização e em geral também a cidade se encarece de Parques e lazer, possuindo um "parque", mas em condições precárias ao uso.

Em relação a educação há um defícit em escolas de ensino médio e em faculdades e universidades e por isso grande parte da comunidade de estudantes tem que ir a outras cidades próximas em busca de formação e qualificação profissional.

Nada além da verdade...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

G10 Favelas e Amazon fazem doação de cestas na Estrutural e Santa Luzia


   Na manhã desta terça-feira (13/012), o G10 Favelas em parceria com grupo Amazon realizaram a ''Ação Natal Sem Fome G10" nas comunidades da Estrutural e Santa Luzia, Distrito Federal. O coordenador de vários projetos na comunidade, Rodrigo Abreu, juntamente, com a coordenadora geral do G10-DF Edilamar Souza (Dila) foram os anfitriãs contando com o apoio dos presidentes de rua na grande ação solidária do Natal de 2022.

   O G-10 Favelas busca criar um futuro onde todos possam prosperar. G10 Favelas é um bloco de líderes e empreendedores de impacto social das favelas que, assim como os países ricos do G7, uniu forças em prol do desenvolvimento econômico e social dessas áreas urbanas. Com a ideia de inspirar o Brasil inteiro a olhar com atenção para as favelas, as tornando grandes polos de negócios atrativos para investimentos, assim transformando ‘exclusão’ em startups e empreendimentos de impacto social de sucesso.



   "Em nome do G10 Favelas e do nosso presidente Gilson Rodrigues com a parceria do grupo Amazon agradeço as doações na Santa Maria, Estrutural e Santa Luzia." - Disse Dila - coordenadora geral do G10-DF.

Edilamar Souza (Dila)

   "Além de fazer a ''Ação Natal Sem Fome G10'' é mostrar as favelas como potência e criar soluções para as comunidades, dando visibilidade para o empreendedorismo de impacto social  e melhorar a qualidade de vida da população periférica com inovação e criatividade são alguns dos conceitos que sempre adotei e incentivei." - disse o presidente nacional do G10 favelas, Gilson Rodrigues.


Gilson Rodrigues, presidente do G10 Favelas.

O G10 Favelas iniciou seu processo de internacionalização com o objetivo de mostrar a força e a representatividade econômica das favelas brasileiras, além de arrecadar recursos para os programas do G10 voltados para ações de impacto social, educação e empreendedorismo. 

Da redação 

sábado, 10 de dezembro de 2022

Ação Natal Sem Fome G10 na Estrutural e Santa Luzia

Enquanto muitos estão preocupados com eleição e o Fla x Flu de Lula e Bolsonaro, o recorde do desemprego e o caos na saúde, a fome voltou à mesa da favela. As pesquisas vem mostrando que uma família faz hoje, em média, menos de duas refeições por dia. A situação ainda não chegou ao pior estado porque ONGs ainda fazem chegar auxílio às comunidades. 

O principal impacto é na geração de renda. Como tem um grupo grande de trabalhadores informais, e você teve uma dificuldade no período inicial de chegar o auxílio emergencial lá dentro, o impacto na renda foi gigantesco, e isso trouxe a fome. Mas a fome (em meio à pandemia) é consequência da ausência de renda”,


Rodrigo Abreu representando a Estrutural e Santa Luzia na sede do Cria Brasil G-10 favelas em Paraisópolis, São Paulo.

Muitos moradores da Estrutural e Santa Luzia vivem essa realidade com a falta de renda l. O G10 Favelas irá fazer a primeira "Ação Natal Sem Fome G10" com as lideranças comunitária neste fim de ano. - '' Agradeço muito a sensibilidade do nosso presidente nacional do G10 Favelas, Gilson Rodrigues com as nossas comunidades Estrutural e Santa Luzia e de trazer essa ação de grande impacto social para os moradores onde será entregue centenas de cestas básicas'' - disse Rodrigo Abreu, braço e representante do G10 Estrutural.

Os líderes das comunidades uniram-se e preocupam com a fome dos moradores vulneráveis nas favelas, juntos estão fazendo a maior diferença na vida de quem mais precisam saciar a fome que vêm causando espanto e medo de quem perdeu a renda nesta pandemia. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Empresa que dá calote em trabalhadores?



O deputado distrital Chico Vigilante (PT) prometera a notificar a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, o Sindicato dos Vigilantes do DF e também e com uma representação no Ministério Público do DF (MPDFT) contra a empresa Visan Segurança devido à falta de pagamento de dezenas de trabalhadores. No caso da Secretaria de Saúde porque este órgão possui contrato terceirizado com a empresa para a vigilância de várias hospitais e postos de saúde. O parlamentar contou que tem recebido telefonemas em tom preocupante de trabalhadores da Visan nos últimos dias, que não sabem mais o que fazer para viver, diante da ausência do pagamento.

Anderson Medina do PP 


Na campanha política em lançamento de sua candidatura ao cargo de deputado distrital, o empresário Anderson Medina tornou-se o maior rival de Chico Vigilante com essa postura de representar a denúncia no MPDF e chegou agradecer a todos que acreditaram no seu projeto . “Há oito anos tenho trabalhado muito em favor de quem mais precisa! Nosso projeto já está em mais de 25 cidades do DF prestando assistência e qualificação profissional para as comunidades! Estamos realizando uma caminhada com muita honestidade e baseada em uma política de governo que atenda os anseios de toda a população como nas áreas de saúde, segurança e na geração de emprego e renda”, enfatizou Anderson Medina.


Será que o empresário Anderson Medina trabalha para quem mais precisa?



Pois é....
Sabemos que a empresa Visan Segurança vinculada a imagem de Anderson Medina, não paga em dias o salário dos vigilantes da reserva. Ou seja, a empresa tem uma enxurrada de denúncia que dá calote em trabalhador. Vários trabalhadores vem denunciando e mostrando que a empresa não paga os trabalhadores na prática.  Vejam alguns extratos bancários de trabalhadores que o blog teve acesso que a empresa não paga o que deve. 







A direção tentou entrar em contato com a família Medina e o ex-candidato a deputado distrital do partido da vice-governadora Celina Leão (PP) não teve êxito fica o espaço para o direito de resposta. 

Da redação 

domingo, 27 de novembro de 2022

A Estrutural e Santa Luzia receberá o presidente nacional do G10 das Favelas

O Gilson Rodrigues maior líder comunitário e emprendedor social, maior mobilizador social do Brasil e o primeiro a tocar o sino da Bolsa de Valores de Nova York estará brevemente nas comunidades da Estrutural e Santa Luzia.


Presidente Nacional do G10 das Favelas - Gilson Rodrigues, imagem do UOL.

A Cidade Estrutural, também denominada Região Administrativa XXV do Distrito Federal (SCIA – Estrutural), originou-se em meados da década de 60, são marcadas pela expansão da ocupação irregular constituindo, assim, uma nova favela do Distrito Federal erguida sob a necessidade urgente de desenvolvimento humano, entretanto, carente de planejamento e infraestrutura.

G10 das Favelas do DF 
Dila do Sol Nascente - presidente do G10 das Favelas do DF.

A ocupação mais carente da Estrutural é o Setor Santa Luzia apresenta o menor IDHM do Distrito Federal, a região abriga 2% da população mais pobre da capital do país. Com área territorial de 80 hectares e localizado no limítrofe do Parque Nacional, contíngua à Estrutural/SCIA, o Setor Santa Luzia situa-se em uma Área de Preservação Permanente (APP), região não regularizável e com ausência de infraestrutura adequada de água, energia, esgotamento sanitário, drenagem pluvial e pavimentação. Assim, cerca de 15 mil habitantes vivem em 3.800 moradias precárias e em situação de alta vulnerabilidade social.

Rodrigo Abreu representante do bloco G10 das Favelas na Estrutural e Santa Luzia.

O G10 Favelas é uma organização sem fins lucrativos. Onde tem um Bloco de Líderes e Empreendedores de Impacto Social das Favelas Brasil. O G10 das Favelas representado pelo líder comunitário Gilson Rodrigues fez o convite especial para o Rodrigo Abreu a ser o representante do bloco na Estrutural e Santa Luzia no SLUM SUMMIT 2022 - EMPREENDER NA FAVELA, maior evento de empreendedorismo de impacto social e empoderamento da favela do G10 das Favelas, aconteceu nos dias 18 e 19 deste mês de novembro, A 3a edição, do evento com o tema Empreender na Favela, traz debates ligados a negócios de impacto, empreendedorismo, inovação, criação de redes, além do lançamento do G10 Bank e atrações culturais.

O evento idealizado pelo Presidente do G10 Favelas e CEO do G10 Bank, Gilson Rodrigues foi aberto ao público presencial, durante três dias, com 20 painéis, e mais de 70 palestrantes, entre empresários, empreendedores, parceiros, investidores, influenciadores, moradores e coordenadores das iniciativas do G10 Favelas, com a estimativa de 1.500 participantes.

"O presidente nacional do bloco G10 das Favelas Gilson Rodrigues visitou o Sol Nascente a segunda maior favela do Brasil e estar previsto a vinda dele na Estrutural e Santa Luzia onde terá uma grande ação social de entregas de centenas de cestas básicas e conhecer os problemas de impacto social e trazer solução onde ainda o Poder Público" - Disse o Rodrigo Abreu, liderança do bloco.

Neste sábado (26/11), os líderes do G10 das Favelas do DF teve a primeira reunião com a anfitriã presidente do G10 das Favelas no DF, Dila do Sol Nascente, para ajustar e preparar as ações futuras e uma delas com certeza, a hospedagem da cometiva de líderes e de grandes investidores nas comunidades do Brasil que visitará o Distrito Federal, onde a Estrutural e Santa Luzia fará parte deste primeiro movimento nacional de impacto social de suas histórias.




Da redação.




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terça-feira, 8 de novembro de 2022

Cidade Estrutural participará do Fórum Nacional do G10 das Favelas do Brasil

A comunidade da Vila Estrutural, também conhecida como Cidade Estrutural, ocupa uma área de 154 hectares contando ainda com o Santa Luzia. Foi considerada imprópria para habitação, por se tratar de área de depósito de lixo e estar perto do Parque Nacional de Brasília, pela primeira vez em sua história participará do Bloco do G10 das Favelas no Furum Nacional sediado na favela de Paraisópolis, São Paulo nos dias 17, 18 e 19 deste mês de novembro de 2022.

Rodrigo Abreu Bsb, líder comunitário e ativista das comunidades carentes do DF.

O líder comunitário Rodrigo Abreu recebeu o convite especial para representar a comunidade no Fórum Nacional do G10 das favelas com as demais lideranças de outras favelas do Distrito Federal a exemplo da segunda maior favela do Brasil, Sol Nascente que, também terá os líderes Dila e Anderson na linha de frente do bloco.


"Apesar de ser uma Região Administrativa de Brasília ainda apresenta muitos problemas sociais, pobreza, classes sociais, contradições sociai. Fico muito feliz de fazer parte do Bloco Nacional do G10 das Favelas representando uma das maiores favelas com maior complexidade do Brasil, levando e trazendo experiência para maior desenvolvimento do nosso bloco nacional." - frisou Rodrigo Abreu Bsb.


O que é o G10 das Favelas? O G10 das Favelas é um bloco de Líderes e Empreendedores de Impacto Social das Favelas que, assim como os países ricos (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) do G-7, uniu forças em prol do desenvolvimento econômico e protagonismo das Comunidades, visando o desenvolvimento econômico e social dessas áreas urbanas.


A exemplo dos grandes blocos econômicos, o G-10 tem encontros regulares e termos de cooperação para que exista uma colheita de dados, acompanhamento das ações propostas e que seja mensurado o real impacto social e crescimento gerado pelo Bloco e seus parceiros. A ideia do G-10, é inspirar o Brasil inteiro a olhar para a favela, tornando as Comunidades grandes Polos de Negócios, atrativo para Investimentos, de forma a “transformar a exclusão em Startups e Empreendimentos de Impacto Social” de sucesso. Um ponto importante para os organizadores da iniciativa é deixar claro que o objetivo não é arrecadar doações ou patrocínio, mas investimentos que gerem tanto retorno ao investidor quanto o desenvolvimento econômico das comunidades.

Da redação.

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